Por que vale a pena investir em um profissional de Educação Física e de Nutrição?

Entenda o valor do trabalho de um profissional de educação física e de um nutricionista para prevenir doenças e promover a saúde do aluno/paciente

 

Quanto vale o serviço do profissional de educação física que, além de prevenir o desenvolvimento de determinadas doenças, é capaz de melhorar o funcionamento do corpo, de modo a permitir melhor qualidade de vida e funcionalidade nas tarefas diárias?

 

Num tempo em que gasta-se muito com remédios e outros tipos de intervenções que não afetam a causa e sim as consequências de uma dada patologia, poucas pessoas se preocupam em prevenir o desenvolvimento de alguma doença. E é esse o principal papel de profissionais formados e com especialização em Educação Física ou Nutrição.

 

 

Imediatismo na busca por uma melhor aparência e saúde

 

Hoje em dia, o mesmo imediatismo visto em anseios sociais e financeiros também pode ser atrelado à condutas que visam a melhora do componente estético corporal, independentemente  do efeito na saúde como um todo.

 

Podemos concluir que a busca por corpos que contemplem os ideais estéticos impostos pela sociedade e mídias induz uma pressão emocional nas pessoas, de modo a criar uma falsa idealização de que a aceitação e apreço social estão associados à magreza ou musculosidade corporal.

 

Paralelamente, a imagem que se gera desses corpos ditos belos é a de que o fenótipo corporal atrelado à composição corporal supracitada está associada à obtenção de saúde, ou seja, “ser magro e/ou musculoso é ser saudável”.

 

Não entrando no mérito de quais seriam as práticas adotadas para conquistar esses corpos, sejam lícitas ou ilícitas, o acompanhamento profissional é necessário, pois quaisquer intervenções que estejam associadas à mudança da composição corporal devem necessariamente ser assistidas por profissionais capacitados para tal.

 

 

Importância da assistência de um profissional de educação física e de um nutricionista

 

Nesse panorama, destacam-se a atuação de nutricionistas e profissionais de educação física. Por isso, já abordei diversas vezes aqui no Blog a importância do exercício físico, da alimentação e da união entre esses fatores através da cooperação entre Educação Física e Nutrição.

 

Sabe-se que tanto a manipulação nutricional oriunda do plano alimentar avaliado pelo nutricionista quanto a prescrição individualizada do profissional de educação física são capazes de estimular positivamente o metabolismo como um todo.

 

Além disso, esses profissionais são capazes de avaliar e identificar quais vias metabólicas podem estar bloqueadas de acordo com o relato do estilo de vida, hábitos diários e comportamentos de vida.

 

A partir da anamnese, identificação de limitações físicas, intolerâncias alimentares e demais informações que possam compor a prescrição individualizada do treinamento físico e dietético, podemos chegar em um patamar que permita a eficiência da intervenção profissional.

 

Vivemos em uma cultura de idolatria por profissionais capazes de retirar nossas dores, doenças e a morte propriamente dita. E uma das justificativas mais importantes para tal é a de que esses profissionais estudam muito para isso.

 

 

Estudo, experiência e a importância da prevenção

 

Um profissional de nível superior e especialista estuda em média 7 anos para alcançar esse nível de conhecimento. Caso ele seja mestre, 9 anos e doutor, 12 anos. Portanto, independentemente de sua área de atuação em saúde, médicos, profissionais de educação física, nutricionistas e outros ligados à essa área estudam muito para obter um conhecimento que possa ser efetivo em suas condutas terapêuticas.

 

Além disso, é necessário atualização constante, visto que as metodologias de avaliação científica de um dado fenômeno podem modificar diretrizes e consensos em saúde que no passado estavam consolidados.

 

Paralelamente, outro aspecto que deve ser levado em consideração é a capacidade de prevenção, tratamento e reabilitação de patologias associadas ao metabolismo. Do ponto de vista patológico, a principal doença que assola o mundo atualmente é a obesidade. Ela é considerada uma doença de baixo grau inflamatório cuja progressão está associada a diversos desfechos negativos em saúde, desde problemas cardiometabólicos até ortopédicos e alguns tipos de cânceres.

 

Mais da metade da população do mundo encontra-se acima do peso ideal, cuja variável é a principal associada ao desenvolvimento de outras comorbidades metabólicas.

 

Um dos principais fatores relacionados à redução tanto da incidência quanto da progressão da obesidade é a prevenção.

 

“Melhor prevenir do que remediar” já dizia o ditado.

 

É muito melhor você prevenir o desenvolvimento de uma doença do que tratá-la à custa de remédios. Embora a terapia medicamentosa seja necessária em alguns casos, no que tange à melhora do metabolismo, tanto o exercício físico quanto a alimentação saudável são considerados os principais agentes responsáveis pela sensibilização e efetividade das vias metabólicas que orquestram a utilização da energia em nossa corpo.

 

 

Qual o valor do profissional de educação física e de Nutrição?

 

Diante da expressão e relevância de profissionais que conhecem os diversos nuances do universo da atividade física e também da alimentação, vale a pena investir nesses profissionais?

 

Romper a dor, evitar a morte iminente e curar algo é muito mais custoso do que investir em longo prazo no restabelecimento de hábitos e comportamentos saudáveis que irão proteger o indivíduo para o resto da vida.

 

Se fizermos um levantamento de quanto uma pessoa é capaz de reduzir os gastos com remédios, intervenções cirúrgicas ou procedimentos em saúde (somente investindo em prevenção através das orientações em exercício físico e alimentação saudável dispostas pelo profissional de educação física e nutricionista), a diferença no gasto  será abissal.

 

Mas por que opta-se em investir no “imediato e curativo” ao invés da sólida e crônica melhora do metabolismo através dos hábitos de vida saudáveis?

 

Talvez a melhor resposta é a de que é preciso tempo e aderência a esse comportamento para que realmente sejam criados  alicerces significativos associados à melhora da saúde. Somente assim ele pode prevenir ou reduzir o surgimento de qualquer tipo de anomalidade metabólica que gere algum tipo de doença.

 

Nesse contexto, o profissional de educação física torna-se praticamente membro da família ao encontrar-se praticamente todos os dias com seu aluno. Outro que também está sempre presente é o nutricionista, que através das (re) avaliações do planejamento alimentar é capaz de modular e adequar as dietas para que os pacientes possam alcançar seus objetivos.

 

Investir nesses profissionais será sempre mais barato e significativo para a saúde do que esperar o surgimento da doença e somente depois pensar em regredi-la.

 

Nunca será em vão investir em bons profissionais de saúde para prevenir o desenvolvimento de doenças. No entanto, é necessário avaliar o quão preparado e atualizado estão os profissionais que irão atuar no mercado.

 

 

Hatziandreu EI et al. A Cost-effectiveness analysis of exercise as a health promotion activity. American Journal of Public Health 1988, 78(11):1417-21

 

Paes Santiago T. et al. Metabolic effects of exercise on childhood obesity: a current view. Revista Paulista de Pediatria. 2015;33(1):122-129.

 

Paes Santiago T. et al. Childhood obesity: a (re) programming disease? J Dev Orig Health Dis. (2015):1-6.

 

 

 

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