Abril pela Segurança do Paciente

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Entenda a importância dessa campanha para o cuidado de saúde

A campanha Abril pela Segurança do Paciente já acontece há sete anos, parte de uma iniciativa do Ministério da Saúde para conscientizar a população sobre o tema. Neste texto quero que você conheça melhor o trabalho que inspirou a campanha e os fatos que tornam ela cada vez mais necessária.

Aproveite para também contribuir divulgando essa importante iniciativa para salvar vidas!

 

Por que essa data? 

Em abril de 2013 o Ministério da Saúde e órgãos parceiros implementaram uma iniciativa crucial para a expansão de práticas seguras nas instituições de saúde do Brasil: o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). A sua importância fez com que o mês ficasse marcado como o momento em que lembramos e disseminamos as medidas de segurança, o Abril pela Segurança do Paciente.

A criação do Programa foi uma maneira de instituir no país ações que se alinhassem à World Alliance for Patient Safety, da Organização Mundial da Saúde, criada já em 2004 para estruturar definições e recomendar práticas que possam reduzir eventos adversos no cuidado em saúde.

 

Por que a campanha é importante? 

Já falamos aqui no Blog sobre as metas de Segurança do Paciente e a contribuição histórica da área para a redução do risco de danos no cuidado de saúde, como infecções associadas à assistência à saúde, TEV (tromboembolismo venoso), queda, lesão por pressão, erro de medicação, complicações cirúrgicas e muitos outros.

É importante que tanto profissionais de saúde quanto leigos compreendam que a segurança do paciente é um componente essencial da qualidade do cuidado. Afinal, o problema é sério: as ações podem ser a diferença entre a vida e a morte nas instituições de saúde. Sabemos que incidentes como os citados acima representam uma elevada morbidade e mortalidade em todo o mundo, apesar de serem facilmente evitáveis, se implementarmos as medidas corretas.

 

 

Fica mais fácil entender a gravidade da situação se compararmos os eventos adversos em hospitais com acidentes de avião. O risco de morte em viagens aéreas é de 1 em 3 milhões. Por outro lado, o risco de um paciente morrer como resultado de um acidente evitável na prática médica é de cerca de 1 em 300. Uma diferença incrível, não é? No entanto, a aviação possui um sistema de segurança muito melhor que o da assistência médica.

A Organização Mundial de Saúde ainda enfatiza 10 Fatos sobre a Segurança do Paciente que mostram a relevância e até urgência dessas iniciativas:

  1. Todo décimo paciente é ferido em atendimento hospitalar;
  2. Eventos adversos causados por cuidados inseguros provavelmente são uma das 10 principais causas de mortes e incapacidade no mundo.
  3. Quatro em cada dez pacientes sofrem de cuidados primários e ambulatoriais.
  4. Pelo menos um sétimo de todos os custos de internação estão relacionados ao tratamento dos eventos adversos.
  5. Investir na segurança do paciente pode resultar em uma economia significativa de custos.
  6. Práticas e erros inseguros na prescrição e uso de medicamentos prejudicam milhões de pacientes.
  7. O diagnóstico impreciso ou prematuro é uma das causas mais comuns de danos aos pacientes, que afeta milhões de pessoas.
  8. Até 10 em cada 100 pacientes hospitalizados adquirem IRAS (Infecções relacionadas à assistência à saúde).
  9. Mais de 1 milhão de pacientes morrem em complicações pós-operatórias a cada ano.
  10. A exposição médica é um fator de risco em termos de saúde pública e segurança do paciente.

 

Como eu posso contribuir para a campanha? 

Só de se informar lendo este texto você já deu um passo muito importante. Compartilhe as iniciativas da campanha Abril pela Segurança do Paciente com colegas, amigos e familiares para que outros também entendam a Segurança do Paciente e contribuam para a sua implementação. Recomendo que você entre na página do Ministério da Saúde sobre a campanha e baixe os materiais de divulgação.

Você também poderá enviar vídeos, textos, fotos, eventos, webinars, cursos ou depoimentos gravados para o Ministério, seguindo as orientações que estão nessa mesma página.

 

Abril pela Segurança do Paciente

Compartilhar a campanha nas redes sociais ou enviar conteúdos para o Ministério da Saúde já é uma ótima forma de contribuir para a conscientização.

 

Aqui no IESPE contribuímos não só com textos como este, mas também com a capacitação de profissionais na área. Além do MBA em Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente, temos os cursos de extensão Segurança do Paciente: da teoria à prática e Implantação do NSP – Núcleo de Segurança do Paciente.

Não sei se você já sabe, mas esse conhecimento é tão importante que o Ministério da Saúde recomenda a inclusão de módulos sobre Segurança do Paciente em todas as pós-graduações em saúde, orientação que temos seguido.

Como enfermeira da Qualidade responsável pelo NSP do Hospital Monte Sinai e também coordenadora do Núcleo da Zona da Mata Mineira da REBRAENSP, devo enfatizar que se capacitar no tema é mais do que necessário. Se você é um profissional de saúde, estude e procure cursos para evoluir as suas práticas e ajudar a reduzir os riscos no seu local de trabalho.

 

O que está sendo feito? 

Mencionei acima que a campanha existe por causa do Programa Nacional de Segurança do Paciente. A boa notícia é que o PNSP tem obtido sucesso. Ele tem sido o responsável pela implantação de Núcleos de Segurança do Paciente em hospitais e pela elaboração do Plano de Segurança do Paciente. Além disso, conseguiu estabelecer a obrigatoriedade da notificação dos eventos adversos.

Na prática isso significa que instituições de saúde brasileiras hoje implementam protocolos básicos, como identificação do paciente, comunicação efetiva entre os profissionais de saúde, uso seguro de medicamentos, cirurgia segura, higienização das mãos, prevenção de lesão por pressão e prevenção do risco de quedas.

 

E temos que destacar a atuação dos profissionais dessas equipes não só na qualificação do cuidado, mas também na iniciativa de elaborar planos locais e incentivar novas ações nas unidades de saúde.

Como ainda é preciso muito trabalho para que as ações sejam implementadas por todos, com a qualidade necessária e equipes capacitadas, o Programa Nacional de Segurança do Paciente segue com os seguintes objetivos:

  • Promover e apoiar a implementação de iniciativas voltadas à segurança do paciente em diferentes áreas da atenção, organização e gestão de serviços de saúde, por meio da implantação da gestão de risco e de NSPs  nos estabelecimentos de saúde;
  • Envolver os pacientes e familiares nas ações de segurança do paciente;
  • Ampliar o acesso da sociedade às informações relativas à segurança do paciente;
  • Produzir, sistematizar e difundir conhecimentos sobre segurança do paciente;
  • Fomentar a inclusão do tema segurança do paciente no ensino técnico e de graduação e pós-graduação na área da saúde.

 

Aqui no IESPE continuamos a nos comprometer com essas metas, principalmente as duas últimas, divulgando conhecimento e capacitando mais profissionais. Fique de olho aqui no Blog, pois ainda este mês vamos falar sobre as novidades e atualizações da Segurança do Paciente, com foco especial no novo coronavírus.

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Aline Beviláqua

Aline Beviláqua

Coord. do MBA em Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente pelo IESPE; Enfermeira com MBA em gestão, auditoria e acreditação hospitalar pela UFJF; Enfermeira da Qualidade do Hospital Monte Sinai responsável pelo NSP Núcleo de Segurança do Paciente; Docente de pós-graduação e extensões e coordenadora de pós-graduação e extensões no IESPE. Coordenadora do Núcleo da Zona da Mata Mineira da REBRAENSP.

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