Avaliação de composição corporal: qual método escolher?

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Conheça os melhores métodos para nutricionistas e já comece a usar no atendimento

A avaliação de composição corporal de pacientes consiste na utilização de métodos de avaliação física, como antropometria e bioimpedância. Tem o objetivo de estimar os percentuais da composição corporal, que serão utilizados para determinação do estado nutricional, e monitoramento e evolução do tratamento.

Realizar a avaliação corporal de seus pacientes é de extrema importância, uma vez que além de permitir acompanhar a evolução do estado nutricional, auxilia nos ajustes do protocolo alimentar de acordo com as mudanças apresentadas pelo paciente.

Uma dúvida super comum não somente entre nutricionistas, mas também entre outros profissionais de saúde, é de como realizar corretamente a avaliação física dos pacientes. Além de existirem diversos métodos disponíveis, esses exigem técnica para serem executados corretamente.

Abaixo falaremos um pouco sobre os métodos mais conhecidos, mas caso você deseje se aprofundar ainda mais, pode contar com as nossas pós-graduações em Nutrição e Educação Física.

Como realizar a avaliação de composição corporal corretamente?

Primeiro, é importante saber que existem diversos métodos e formas diferentes de avaliar a composição corporal dos pacientes: bioimpedância, pregas cutâneas, IMC, circunferências…

Caso seja possível, é interessante realizar mais de um método, visto que permite estimar resultados mais precisos. Além disso, é importante obter o treinamento correto na realização dos métodos escolhidos, para que a possibilidade de falha humana seja reduzida.        

Abaixo, veja alguns dos métodos que você pode utilizar em sua consulta:

IMC – Índice de Massa Corporal

O IMC é um método relativamente simples de ser utilizado, uma vez que para sua realização você precisará apenas de uma balança simples e uma fita métrica. Além disso, a fórmula usada para estimar o Índice de Massa Corporal é fácil de ser utilizada: PESO (kg)/ALTURA (m)² = IMC.

Há também algumas tabelas, basicamente subdivididas em desnutrição, eutrofia e obesidade, que permitem a classificação do resultado encontrado.

A pesagem do paciente deve ser realizada com o paciente utilizando o mínimo de roupas e acessórios possível. 

A medição da altura deve ser realizada com ele em pé, de braços estendidos e encostados ao corpo, com a coluna ereta. Deve-se também garantir que ele esteja com os calcanhares juntos e que o queixo esteja em um ângulo de 90°.

Circunferências

As circunferências são realizadas com o auxílio de uma fita métrica e podem ser medidas em diversas áreas do corpo, como pescoço, abdômen, cintura, quadril, braços e pernas.

Daremos ênfase à cintura e ao quadril:

  • A cintura deve ser medida horizontalmente, por cima do umbigo, onde, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), é onde está localizada a gordura visceral, diretamente relacionada a diversas doenças como hipertensão, doenças cardiovasculares…
Avaliação de composição corporal
  • O quadril deve ser medido em posição ortostática: braços estendidos para baixo e levemente afastados do corpo, palmas das mãos para frente e pés juntos. Deve-se medir o ponto de maior circunferência das nádegas, com a fita em posição horizontal.
Avaliação de composição corporal
Fonte: Santa Costura de Todos os Panos.

Com as medidas acima, é possível calcular a RCQ (relação cintura X quadril) = Cintura (cm)/Quadril (cm). O ponto de corte é de 0,80 cm para mulheres e 0,90 cm para homens.

Pregas cutâneas

As pregas cutâneas têm o objetivo de estimar os percentuais de composição corporal do paciente.

    A medição de pregas cutâneas é feita usando um adipômetro e as pregas escolhidas podem variar muito de um profissional para o outro. Existem diversos métodos, com o uso de diferentes combinações de pregas. Alguns dos mais usados são:

  • Jackson e Pollock (1978) – 3 dobras e 7 dobras
  • Petroski (1995) – 4 pregas (Características Brasileiras)
  • Guedes (1985) – 3 pregas (Características Brasileiras)
  • Faulkner (1968) – 4 pregas
  • Durnin & Womersley (1974) – 4 pregas

Dessa lista, a de Jackson e Pollock é a mais comumente usada.

Bioimpedância

Este método consiste na passagem de uma corrente de baixa intensidade por todo o corpo do indivíduo. Uma vez que a massa magra oferece maior facilidade para a passagem da corrente devido ao percentual de água presente nela, a massa gorda apresenta maior resistência à passagem da corrente, já que possui menor percentual de hidratação.

    Para a realização do exame, é necessária uma preparação:

  • Jejum inclusive de água nas 4 horas que antecedem o exame;
  • Não praticar atividades físicas nas 24 horas anteriores ao exame;
  • Urinar antes da realização do exame;
  • Retirar acessórios metálicos.

Existem no mercado diversas marcas de bioimpedância disponíveis. Por isso, pesquise bem antes de escolher a de melhor qualidade e que mais se adequa à sua realidade financeira.

Avaliação online

Devido à pandemia, o Conselho de Nutrição autorizou a realização da primeira consulta online. Com isso, tornou-se ainda mais necessário instruir os pacientes de forma correta, para que sejam capazes de realizar a própria avaliação corporal em casa.

Um método simples que pode funcionar muito bem são as fotos de antes e depois. O paciente consegue posicionar o celular sozinho e programar o timer da câmera do celular

Além disso, é possível instruir também a pesagem, estatura e medida de circunferências.

Apesar de exigir mais treinamento e equipamentos, a realização de bioimpedância e pregas cutâneas não é inviável.

Qual o melhor método de avaliação de composição corporal de pacientes?

O melhor método será aquele que melhor se adequar à sua realidade e dos seus pacientes.

Quais dos citados acima você adota no seu dia a dia?

Conte aqui nos comentários.

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Maria Eduarda Souza

Maria Eduarda Souza

Estudante de Nutrição e Redatora (Instagram @mariaeduardasouza03). Estudante do 9º período de Nutrição pela UFJF. Atualmente trabalha como redatora e produtora de conteúdo para redes sociais de empresas e influenciadores digitais.

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