ECMO: o que você precisa saber sobre essa tecnologia?

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Conheça o aparelho e seu papel no combate à COVID-19 

O que você sabe sobre o ECMO (Oxigenação Extracorpórea por Membrana)? Já expliquei no texto sobre o Power PICC o quanto tecnologias são importantes para o atendimento na UTI. Esse é um outro exemplo de aparelho que faz a diferença na recuperação do paciente e que pude utilizar recentemente. Por isso, é um tema que faço questão de abordar na pós-graduação em Terapia Intensiva

De forma semelhante às aulas que ministro, o objetivo deste post é orientar a utilização desse recurso para que você ganhe segurança e também possa tirar suas dúvidas sobre o tema. Portanto, fique à vontade para interagir comigo nos comentários. 

O que é ECMO?

A ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) funciona como um coração e um pulmão artificial, para poupar os órgãos do paciente durante o tratamento. Para imitar a função natural com eficiência, ele possui um circuito de tubos, bomba, oxigenador e aquecedor, que ficam instalados fora do corpo. 

Assim, pode ser utilizado em pós-operatório de cirurgia cardíaca, doenças pulmonares graves, quadros de insuficiência cardíaca, trauma ou infecção grave, entre outros

Para que você entenda melhor, vale a comparação: a ECMO é como a diálise, só que para o sistema cardiorrespiratório. Também se assemelha à máquina CEC (Circulação Extracorpórea), mas com uso a longo prazo. 

Essa tecnologia possui duas modalidades principais: 

  • ECMO respiratória (VV): fornece suporte pulmonar com cânula venosa. 
  • ECMO venoarterial (VA): fornece suporte pulmonar e circulatório com cânula arterial.
ECMO
Nesta imagem é possível visualizar a cânula de drenagem em funcionamento.

Funcionamento da ECMO

Independentemente da modalidade, a ECMO possui uma cânula de drenagem que direciona o sangue removido do corpo para uma membrana onde será oxigenado. Após esse processo, a cânula de devolução fica responsável pelo retorno do sangue ao corpo do paciente. O controle do aparelho é feito no fluxo de gás da membrana (deve ser aumentado caso o objetivo seja a redução do nível de CO2, por exemplo). 

Apesar de ser utilizada a longo prazo, ela ainda é uma terapia de suporte. Isso significa que o objetivo é otimizar o tratamento do paciente até a melhora do quadro ou a realização de um transplante. 

No tratamento de COVID-19

A ECMO respiratória ganhou mais notoriedade por causa do COVID-19. Ela tem sido utilizada nos numerosos casos graves com hipoxemia refratária. Assim é possível promover maior proteção pulmonar e também reduzir o risco de VILI (injúria pulmonar induzida pela ventilação mecânica). 

Infelizmente, esse é um equipamento que demanda muitos recursos, tanto materiais quanto humanos. Com o sistema de saúde ainda mais sobrecarregado devido ao novo coronavírus, o acesso à essa tecnologia foi dificultado. Eu tive a oportunidade de utilizá-la por atuar no Monte Sinai de Juiz de Fora, mas a realidade da maioria dos hospitais brasileiros não é essa.

Conhecer o recurso e compartilhar o conhecimento é o primeiro passo para que ele seja considerado no atendimento. No momento atual, uma quantidade ainda maior de vidas podem ser poupadas. 

Papel do enfermeiro

Na utilização da ECMO, o enfermeiro assume o papel de monitorização de sinais vitais e condições hemodinâmicas. Também é responsável por acompanhar a circulação periférica e a condição neurológica do paciente, além de manter suas funções de assistência. Esse trabalho é crucial para evitar complicações durante o funcionamento do aparelho. Um dos cuidados, inclui, inclusive, a verificação das condições da máquina. 

Conseguiu compreender melhor a importância da ECMO? Compartilhe sua opinião, dúvida ou experiência abaixo.

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Pablo Corrêa

Pablo Corrêa

Supervisor de Ensino e Coordenador de Pós-graduação do IESPE e EnsinE. Supervisor de Enfermagem da UTI Adulto e Coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital Monte Sinai. Conselheiro do Coren-MG, gestão 2021-2023.

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