Como é uma pós-graduação de Enfermagem em Saúde da Mulher?

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Conheça os temas mais importantes na área de Saúde da Mulher e como eles são apresentados em uma pós-graduação de Enfermagem com ênfase em Obstetrícia

 

 

A história da Saúde da Mulher foi marcada pela busca de uma assistência cada vez mais abrangente e humanizada. Como abordei em meu texto sobre o tema no Blog do IESPE (confira aqui), a área necessita de atenção especial do enfermeiro e demais profissionais de saúde. Principalmente porque a população feminina ainda sofre com atendimentos precários e pouco acesso a tratamentos adequados, seja no contexto da gravidez ou em qualquer outro aspecto da saúde (sexualidade, planejamento familiar, prevenção do câncer de colo uterino e de mama, dentre outros).

 

Outra relevante justificativa para a capacitação de profissionais é o diagnóstico da saúde da mulher brasileira considerando os aspectos demográficos, epidemiológicos, de gênero e socioculturais.

 

Diante disso, é importante que as instituições formadoras de profissionais invistam em cursos de pós-graduação que caminhem de acordo com as recomendações da política nacional de saúde da mulher.

 

A especialização em Obstetrícia é muito importante e, por isso, a Faculdade Redentor tem oferecido o curso no IESPE desde 2013. Considerando a necessidade de também atender a mulher em todos os seus demais aspectos, a pós-graduação hoje é denominada Enfermagem em Saúde da Mulher com Ênfase em Obstetrícia.

 

Independente da capacitação do enfermeiro, é urgente ampliar a visão para o cuidado da mulher em todas as fases da vida e não apenas na fase reprodutiva para que não venhamos a repetir o erro do passado, mas ainda tão presente: a valorização da mulher apenas enquanto grávida.

 

A Saúde da Mulher aborda sim a atenção obstétrica, mas dentro de uma perspectiva que considera seus direitos, escolhas, deveres e desejos. As que desejam engravidar e estão no período reprodutivo têm direito à assistência de qualidade, porém, as que não querem, não podem ou não escolheram “ser mãe” precisam ter suas necessidades assistidas pelos profissionais de saúde de maneira científica, humanizada, respeitosa e ética.

 

Por isso, o enfermeiro deve se capacitar para realizar um trabalho de promoção de saúde, prevenção, cura e reabilitação da mulher em todas as fases da vida (adolescência, fase reprodutiva e climatério) com uma abordagem para além das dimensões biológicas que estejam em conformidade com o Sistema Único de Saúde (SUS), com os aspectos demográficos, epidemiológicos, de gênero e socioculturais da população feminina brasileira.

 

Veja abaixo os temas mais importantes dentro da área e que são abordados na pós-graduação da Faculdade Redentor no IESPE:

 

 

I – Políticas públicas de Saúde da Mulher e Diagnóstico de Saúde da Mulher:

 

Este módulo aborda o histórico dos programas nacionais de assistência à população feminina. Também são discutidas as legislações vigentes dentro do contexto da saúde da mulher e o que indicam as pesquisas brasileiras sobre a situação atual das mulheres.

 

 

II- Gênero, Raça, Classe e Violência contra a Mulher:

 

Possibilitará a compreensão da assistência atual oferecida às mulheres e traçar um real diagnóstico de saúde da população feminina no Brasil.

 

 

III- Desenvolvimento humano e resgate da anatomia e fisiologia:

 

São abordados os aspectos fisiológicos em todos os estágios da vida da mulher, considerando, por exemplo: Desenvolvimento do embrião e feto, Sistema reprodutor feminino, Menarca e Puberdade, Climatério e Menopausa, dentre outros fatores.

 

 

IV – Aspectos psicológicos e saúde mental da mulher:

 

Esta discussão é oportuna frente à incidência de transtornos de humor e ansiedade, uso abusivo de antidepressivo, álcool e drogas, além do aumento do suicídio entre mulheres. Serão abordadas teorias, estudos e conceitos que envolvem psicologia, personalidade e saúde mental feminina em seus diversos aspectos.

 

 

V- Assistência à mulher na adolescência:

 

Durante muitos anos, as adolescentes não tiveram uma assistência diferenciada, sendo focalizadas apenas diante de vulnerabilidades como gravidez na adolescência e uso de drogas ilícitas. Além desses fatores, trabalhamos no curso as diferentes necessidades dessa população na área da saúde. Começando pelo conhecimento das políticas de assistência, o módulo aprofunda em temas como: saúde sexual e reprodutiva, vacinação, desenvolvimento psicológico, situações de violência, DSTs, transtornos alimentares e outros.

 

 

VI – Enfermagem em Obstetrícia:

 

Quatro módulos serão destinados à mulher na fase reprodutiva: “mulher que engravida”, “mulher que engravida e adoece”, “mulher em trabalho de parto e parto” e “mulher no pós-parto”. Estes módulos enfatizarão a assistência de Enfermagem em cada fase e também problemas como morbidade e mortalidade materna e infantil.

 

 

VII- Assistência à mulher no climatério e menopausa:

 

Tem espaço reservado neste curso. Com o aumento da expectativa de vida da população brasileira, diminuição da taxa de fecundidade e maior mortalidade de homens, o Brasil vivencia nas últimas décadas o fenômeno da “feminilização” do envelhecimento. Além da abordagem das questões demográficas apresentadas, serão consideradas  neste módulo as repercussões clínicas do climatério e as potencialidades fase tão importante da vida da mulher.

 

 

VIII- A sexualidade e os direitos sexuais e reprodutivos:

 

Aparecerão nas entrelinhas de todos os módulos já abordados, ganhando visibilidade e destaque no 11º módulo do curso. Sexualidade discutida sem tabu e planejamento reprodutivo apresentado em conformidade com as novas características das famílias brasileiras serão as novidades deste importante módulo.

 

 

IX– Ginecologia:

 

Serão abordadas em dois módulos. No primeiro será apresentada a assistência de Enfermagem nas queixas/problemas mais comuns na saúde da mulher com ênfase nas Infecções sexualmente transmissíveis (IST). Já o segundo módulo trará o rastreamento de câncer feminino com destaque para a prevenção do câncer de mama e do colo do útero que continuam contribuindo para o aumento da morbimortalidade.

 

 

X – Práticas Integrativas e Complementares (PIC) e Práticas Educativas:

 

Consideradas estratégias para oferta de métodos não curativos e valorização das ações de promoção de saúde e prevenção de doenças nas mulheres. As práticas educativas também são táticas importantes para empoderar mulheres através das informações e discussões em grupos. Empoderamento é hoje considerado forte aliado na por direitos muitas vezes violados como o parto normal respeitoso e a não discriminação racial, sexual e religiosa. Esse recurso também pode ser utilizado como arma das mulheres contra os diversos tipos de violência a que são submetidas como a violência doméstica, física, sexual, obstétrica, psicológica, econômica e institucional.

 

 

XI – Metodologia científica:

 

Além da assistência, os alunos serão estimulados ao desenvolvimento e contribuição em pesquisas na área de saúde da mulher durante todo o curso e, em especial, nos módulos de iniciação metodológica.

 

XII – Prática:

 

O estágio supervisionado desenvolvido em 140 horas levará os alunos a vivenciarem na prática a assistência à mulher apresentada nos diversos módulos do curso.  Serão desenvolvidas práticas que considerem as mulheres em todas as fases da vida, em todos os níveis de atenção à saúde, com uma abordagem que priorize a integralidade, humanização e que seja contrária a violação de direitos.

 

Para mais informações sobre o curso ou para fazer a sua matrícula, é só acessar o link a seguir: Enfermagem em Saúde da Mulher com Ênfase em Obstetrícia.

 

 

Abraço,

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ana Beatriz Querino

Ana Beatriz Querino

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