Gerontologia é um assunto só para velhos?

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Entenda por que envelhecer é a novidade da era moderna

 

A população idosa é a que mais crescerá daqui para frente. Essa não é apenas uma frase vazia, mas um fato confirmado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que indicou que já em 2030 a população de idosos no país será maior que a de crianças. De todas as incertezas que rondam o mundo moderno, essa é uma realidade inegável do nosso futuro, como pessoas e como segmento social: o envelhecimento populacional de nossa gente, de todos nós.

 

O mundo está envelhecido. Como diria o poeta e músico Arnaldo Antunes, ex- Titãs, “não há nada mais moderno do que envelhecer”. É a novidade do século XXI: envelhecer. E isso representa uma grande conquista para a humanidade. Principalmente porque um dos maiores fatores para o envelhecimento da nossa população é o aumento da expectativa de vida. O melhor tratamento da água e esgoto, crescimento econômico mais elevado, assim como maior segurança e saúde normalmente resultam em uma vida mais longa e saudável. Dessa forma, uma das principais maneiras de avaliar a qualidade de vida de um país é observar como essa nação cuida dos seus idosos.

 

A maioria dos países avançados tecnologicamente e considerados, por isso, como mais “modernos”, possuem uma grande população envelhecida e desenvolveram uma preocupação especial com essa faixa etária.  O Japão, por exemplo, tem o maior número de centenários do mundo e cultiva políticas de previdência social, lazer, saúde e qualidade de vida para os cidadãos acima dos 60 anos.

 

Mesmo assim, há que se considerar que a velhice nunca foi “flor que se cheire”. Ao longo dos tempos, nunca foi aceita com tranquilidade pelas organizações humanas e sociais. Daí se tratar de um tema polêmico, controverso, e de difícil entrada nas sociedades e nas comunidades. Não se pode negar que a fase última de nossa vida sempre esteve e está presente nas mentes e corações dos poetas, dos filósofos e dos artistas, de um modo geral. Por isso, não é um tema homogêneo no que diz respeito à sua entrada nas relações sociais.

 

Gerontologia é um assunto só para velhos?
(Foto: Reprodução/teludailies.com)

Do registro bíblico aos compêndios dos cientistas, o tema da velhice sempre causou repugnância, recusa e indiferença. No caso brasileiro, essa realidade está presente na formação e desenvolvimento do Estado brasileiro: não temos, como país ou como nação, a tradição pública de atenção aos mais velhos. A sociedade brasileira “dá de ombros” para o seu envelhecimento. Culturalmente, não temos educação pública de uma velhice respeitada, digna e cidadã. É só observar quanto recebe mensalmente um(a) aposentado(a) nascido(a) no Brasil e que deu sangue, suor e lágrimas na construção da riqueza social do país, da cidade e da família. Somos um povo que não suporta o velho. Tudo que é novo é que tem valor: o carro, a roupa, o tênis. Somos, portanto, um povo sem memória. Somos um país que não reverencia seus ídolos, que não levanta estátuas nas praças para as pessoas que colaboraram para a cidade.

 

Qual é a função social das pessoas idosas? Lembrar! Lembrar na presença da comunidade, das crianças, dos jovens e dos adultos. A vocação dos idosos não pode ser o silêncio, ficar deitado na  cama o dia inteiro, ter a repetição de palavras e pensamentos desconexos. A vida é para todos, e em abundância, independente da idade que se tenha. De todas as transformações que estão acontecendo no planeta, uma delas, sem dúvida alguma, é importante registrar aqui: é o envelhecimento da população mundial, como dito acima. Isso é ruim? Não, pelo contrário, é muito bom, É um desejo antigo da espécie humana.

 

Agora, que desafios esse novo cenário traz ou implica para os países e para as cidades? Viver mais é muito bom, mas viver mais e melhor não seria a equação desejável? Essa é a grande interrogação: como viver mais e melhor? A nova ordem mundial capitalista trouxe várias configurações e reconfigurações em todos os campos da vida, inclusive no modus operandi de nossas profissões. Novos desafios e novas estratégias são apresentadas para a nossa intervenção profissional junto a nossos colaboradores, parceiros e clientes.

 

E no campo da Gerontologia? Como trabalhar com as pessoas idosas?

 

É a partir dessa e de outras questões que surge a necessidade de se criar uma especialização acadêmica que possa capacitar profissionais para atender aos idosos de forma mais completa e eficiente, com professores qualificados na área de Geriatria e Gerontologia. É necessário que o ensino seja de natureza interdisciplinar, visando capacitar profissionais de diversas instâncias do saber científico para qualificar a intervenção em Gerontologia e Geriatria, com o firme propósito de promover a qualidade de vida, saúde e longevidade dessas pessoas idosas.

 

Gerontologia é um assunto só para velhos?
(Foto: reprodução/midnightsuncare.com)

 

Isso porque para realmente melhorar as condições de vida das pessoas acima dos 60 anos no Brasil e dar apoio a essa população crescente, precisamos qualificar diversas áreas da saúde.

 

Enfermagem, Nutrição, Psicologia, Assistência Social, Fisioterapia e Fonoaudiologia são todas  importantes no atendimento a essas pessoas. Nesse time, tem lugar para muita gente!

 

 

 

 

Diante desse novo horizonte demográfico, não há lugar para o amadorismo e, muito menos, para os “achismos”. Precisamos urgentemente, diante da velocidade do nosso envelhecimento populacional, construir conhecimentos científicos sobre o modo de vida das pessoas idosas. É fundamental que os profissionais se preparem e se qualifiquem para o trabalho com as pessoas idosas. E especializar os trabalhadores por meio de uma formação voltada para a população mais velha é uma oportunidade riquíssima para alcançar essa meta.

 

O que querem os idosos? O que eles pensam sobre a cidade onde moram? Como vivem suas velhices com suas famílias? A solidão é própria dos mais velhos? O que a cidade pode fazer por eles? Envelhecer é adoecer? São essas questões dentre tantas outras que devem ser passadas em sala de aula. A produção desses conhecimentos científicos é imprescindível para a diluição de preconceitos e tabus ainda dirigidos à capacidade humana e laborativa das pessoas mais velhas.

 

Fica definido que é necessário cada vez mais envolvimento das Instituições de Ensino Superior (IES) na formação profissional como, por exemplo, a FacRedentor e o IESPE com a Pós em Gerontologia e Qualidade de Vida, para o trabalho geriátrico-gerontológico com a população de idosos (a que mais cresce no país e em nossas cidades, também em Juiz de Fora). A resposta à pergunta “Por que me especializar em Gerontologia?” passa por acompanhar e analisar essa nova estrutura etária da sociedade brasileira, de mais idosos e menos crianças!

 

 

 

 

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Jose Anisio Pitico

Jose Anisio Pitico

6 comentários em “Gerontologia é um assunto só para velhos?”

  1. Parabéns à FacRedentor numa parceria exitosa com a Fundação do Hu na promoção dessa PÓS no IESPe, Muito obrigado pela oportunidade do convite. Se eu fosse você, faria já, correndo, a inscrição!

Os comentários estão encerrado.

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