A Iluminação com fibra ótica na Arquitetura e Design

Conheça os benefícios da fibra ótica e utilize essa tecnologia nos seus projetos

Você já percebeu que a iluminação com fibra ótica está cada vez mais popular na Arquitetura e Design? Esse recurso traz muitos benefícios para a saúde, meio ambiente e decoração.

Neste post eu explico mais sobre a fibra ótica e o seu uso na área para que você também possa tirar proveito dessa tecnologia.

Quando surgiu e como funciona?

A fibra ótica foi inventada para ser aplicada inicialmente na medicina pelo Dr. Nainder Singh Kapany (Araújo, 2010). Posteriormente, o físico chinês Charles Kao a utilizou para transmissão de dados através de ondas eletromagnéticas. Essa utilização, também aplicada para telefonia, é a mais conhecida.

No entanto, seu princípio básico é a condutibilidade de luz, ou seja, sua capacidade de conduzir a luz. No sistema utilizado para iluminação a camada externa de cada fio ótico possui alto índice de reflexão, o que faz a luz ser conduzida de um ponto ao outro com pouca perda no percurso. A grande vantagem dessa tecnologia é que utiliza uma fonte geradora de luz que é capaz de alimentar vários cabos condutores de fibra ótica. Isso significa que apenas com uma lâmpada é possível iluminar vários pontos. Isso gera economia de energia e traz a grande vantagem de conduzir apenas a luz e não a energia elétrica.

Iluminação com fibra ótica na Arquitetura e DesignEm 1870 foi feito o primeiro experimento, por John Tyndall, que comprovava que a luz poderia ser conduzida através do fenômeno de reflexão total interna.

“Utilizando um recipiente cheio de água com uma perfuração próxima à sua base, e uma bacia de captação para o jato curvo escoado, Tyndall dirigiu um feixe de luz solar no trajeto da água e a luz acompanhou, por meio de reflexões sucessivas, a trajetória do jato, fazendo da própria água um meio de condução.” Fonte: Sallouti, 2011.

Esse experimento é conhecido como tendo sido a reprodução de um teste laboratorial realizado pelo físico suiço Daniel Colladon, que estudava a velocidade de propagação do som  na água e no ar. No entanto, o seu trabalho não foi amplamente divulgado. O experimento de John Thyndall, que repetiu a pesquisa de Colladon, foi a mais difundida e se tornou mais conhecida. Com base nesse estudo, o físico indiano Narinder Singh Kanpany “conduziu experiências que direcionaram ao invento das fibras óticas modernas, com um índice de refração mais apropriado (tese de seu doutorado). Esse é considerado o fato histórico da invenção da fibra ótica”. Fonte: Sallouti, 2010.

Por que utilizar a iluminação com fibra ótica?

A iluminação com fibra ótica proporciona uma série de benefícios para o seu projeto na Arquitetura ou Design. Seguem alguns:

Tecnologia livre de radiações

A característica da fibra ótica não conduzir bem na faixa ultravioleta e infravermelho, aliada à tecnologia existente, oferece iluminação de qualidade sem os males dessas radiações. Além disso, já oferecem possibilidades com IRC acima de 90. O que mais encanta nessa tecnologia são os efeitos especiais e as trocas de cores. (Sallouti, 2009)

É por causa da importância e dos benefícios desse uso que incluo essas explicações e muitas outras no curso de pós-graduação em Tecnologia e Sustentabilidade na Arquitetura e Design de Interiores.

Excelente iluminação e decoração

A fibra óptica pode proporcionar excelentes efeitos de iluminação que além de servir para iluminar o ambiente podem ser também um elemento de decoração diferenciado. As possibilidades de formas e tipos são infinitas, podendo proporcionar um projeto diferenciado para cada cliente.

Iluminação com fibra ótica
Cortina de fibra ótica em ambiente habitacional – camada protetora da fibra foi lixada para permitir a saída de luz por suas laterais. Fonte: arquivo pessoal Aline Gouvêa Leite / Fotógrafo: Rodrigo Câmara / Chandelier de Fibra Ótica em sala de visita em Residência. Projeto: Aline Gouvêa Leite

O sistema sidelight é o mais utilizado para fazer luminárias decorativas. Nele, há uma perda de luz controlada através da lateral da fibra e assim ela fica toda iluminada. A funcionalidade desse sistema é apenas decorativa.

Para compor o sidelight, que permite a saída da iluminação pela lateral da fibra através da raspagem, são unidos vários fios, geralmente de 0,75 mm, para formar o diâmetro total, usualmente trançados para uma maior homogeneidade por sua lateral. Sempre encontrados com encapamentos transparentes (geralmente com proteções antifungos e UV), possuem diâmetros diversos, normalmente entre 4,5 e 16,0 mm)

Esse chandelier (como são chamadas as luminárias que utilizam essa tecnologia) foi desenvolvido para uma sala de uma residência em Belo Horizonte. Foi criada uma sanca para instalação do equipamento com uma abertura estreita junto ao espelho instalado na parede. O efeito proporcionou um ambiente aconchegante e ao mesmo tempo criou um espaço diferenciado em toda a casa.

Autora:

Aline Gouvêa Leite
Arquiteta
Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2005) e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008). Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projetos de Iluminação, atuando principalmente nas seguintes áreas: projeto de arquitetura, sustentabilidade, eficiência energética e ensino na Arquitetura. Também tem experiência em ensino a distância. Atualmente é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAU - USP, na área de Tecnologia da Arquitetura, e participante do grupo de pesquisa ArqTeMa, na USP - São Carlos.
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