Relatório Vigitel revela maus hábitos brasileiros e aumento dos fatores de risco

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Conheça os dados do relatório Vigitel sobre a saúde do país e entenda o papel do exercício físico no combate à obesidade, diabetes e hipertensão

 

 

Há poucas semanas, o Mistério da Saúde liberou, através do VIGITEL (Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), os resultados da pesquisa realizada no último ano sobre o estilo de vida do brasileiro e sua influência sobre a obesidade, o diabetes, a hipertensão e outros fatores, apresentando resultados alarmantes. Os dados apontam não só para os maus hábitos da população brasileira como também para a grande responsabilidade de profissionais de educação física que atendem os Grupos Especiais.

 

Nos últimos 10 anos, as doenças crônicas deram um salto assustador. O aumento do diabetes chegou a 61,8% e de hipertensão arterial aos 14,2% de crescimento na prevalência de casos na população brasileira. Esse aumento pode ser explicado em parte pelo avanço do sobrepeso e da obesidade.

 

De acordo com o relatório Vigitel, hoje mais da metade da população brasileira está em condição de sobrepeso e a obesidade está presente em quase 20% da população, ou seja, a cada 10 brasileiros, 6 estão com sobrepeso e 2 deles são obesos.

 

A todo instante é falado massivamente sobre os problemas de saúde causados pela obesidade, como, por exemplo, o aparecimento de diversas doenças crônicas. Mas pouco tem se falado do rombo que a obesidade causa nos cofres públicos, ainda mais neste momento em que o Brasil está de olho nas contas públicas e na forma que o Governo tem gasto o nosso dinheiro.

 

No ano de 2014 foi gasto o equivalente a 2,4% do PIB nacional para o atendimento de obesos no sistema de saúde, e isso equivale a valores próximos a 8 bilhões de reais naquele ano, porém hoje essa população aumentou. Sendo assim, fico tentando imaginar quanto estamos gastando neste momento para tentar recuperar ou remediar a condição dos obesos. O salto dessa conta será exponencial com a projeção para 2030, quando o número de pessoas com peso elevado vai praticamente dobrar.

 

 

É ou não é assustador pensar que vamos passar por essas transformações em tão pouco tempo?

 

O que estamos observando em nossa sociedade é a saída da desnutrição para a obesidade, e os resultados nefastos para a saúde nessas duas condições podem apresentar resultados próximos, como, por exemplo, o aumento do risco de um evento cardíaco de indivíduos com o Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo de 15 e acima de 30.

 

 

Dados positivos do relatório VIGITEL

 

Mas será que todos os resultados apresentados no relatório Vigitel são ruins? Felizmente não!

 

O brasileiro vem modificando seu estilo de vida, buscando cada vez mais sair da inatividade física diariamente e durante os momentos de lazer, mas mesmo diante desse esforço, fica o alerta do aumento da obesidade. E lembro que se formos fazer uma análise direta da quantidade de pessoas que hoje frequentam um local para a prática de atividade física supervisionada, esse número corresponde apenas a 4% da população, como conversamos no post “Como é o Mercado Fitness do Brasil nos dias atuais?”.

 

Além do aumento da prática de atividade física, observamos um maior consumo de frutas e hortaliças e a diminuição da ingestão de refrigerantes e sucos artificiais. Esses resultados são extremamente importantes para combater a obesidade, porém, é preciso uma intensificação nas políticas publicas para aumentar o número de pessoas que passarão a praticar algum tipo de atividade física e a consumir uma alimentação de melhor qualidade. E o profissional de Educação Física, especialmente o especializado em Grupos Especiais, tem um papel muito importante nessa mudança, juntamente com profissionais da área de Nutrição.

 

Outro parâmetro que melhorou e promoveu bons resultados foi a diminuição do consumo de bebidas alcoólicas antes de dirigir, resultado direto das mudanças nas leis de trânsito e nas políticas públicas para reduzir os acidentes e as mortes ligadas a esse consumo.

 

A partir desses resultados, o Governo Federal assumiu o compromisso de maior combate à obesidade, incentivando o consumo de uma alimentação de maior qualidade através da assinatura das Diretrizes de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável no Serviço Público Federal em diferentes frentes. Um exemplo foi a proibição da venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio. Só para terem uma ideia, nos próximos quatro anos, a meta do acordo com a indústria resultará na retirada de mais de 14 mil toneladas de sódio dos alimentos industrializados.

 

E você, o que vai fazer sabendo de todos estes resultados?

 

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Nos vemos no próximo post. Grande abraço!

 

 

Raphael Soares

Raphael Soares

Graduação em Educação Física (UFJF). Pós-Graduado em Fisiologia do Exercício e Grupos Especiais pelo Centro Universitário Estácio de Sá. Mestrado em Master of Science (MSc) in Human Movement and Sports Sciences, Universidade de Lausanne (Suíça).

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